Embora ainda não seja dada como certa, a privatização da CEEE é um risco real pra nossa categoria.
Desde o início do governo Sartori temos ouvido um discurso único de que o Estado está quebrado, de que não há dinheiro pra nada, nem pra pagar os salários dos servidores, e que pra isso é necessário retirar recursos da saúde e da educação, não nomear os policiais militares concursados, arroxar salários e vender o patrimônio público.
Na CEEE não é muito diferente. Esse ano fechamos o Acordo Coletivo com uma oferta de 4% de reajuste (meio INPC), isso com todo esforço e articulação entre os nossos sindicatos e a diretoria da empresa, que chegou a ser convidada a participar das assembléias dos trabalhadores para explicar a situação econômica da CEEE e justificar a sua oferta.
Não por acaso, na mesma semana a RBS iniciou uma série de ofensivas visando atingir negativamente a imagem da CEEE, chamado atenção para os "supersalários", realidade de apenas 5% da categoria, e para a baixa qualidade dos serviços prestados pela Companhia.
Logo depois somos surpreendidos com a notícia de que o governo pretende realizar um plebiscito em 2016 para saber da população se pode ou não vender empresas públicas controladas pelo Estado.
Parece que estamos assistindo capítulos de uma novela já passada. O governo assume dizendo que vai fortalecer as empresas públicas, coloca gestores oriundos da iniciativa privada que enxugam a empresa e a tornam eficiente e economicamente atrativa, para logo em seguida vendê-las a alguma multinacional ligada ao setor.
É um momento de ficarmos alertas para os desdobramentos dessa novela. O futuro da CEEE, bem como dos seus mais de 4 mil trabalhadores é incerto.
Por isso conclamamos a toda categoria para nos unirmos e defendermos uma CEEE pública para todos os gaúchos.
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