sábado, 18 de abril de 2015


No início do ano os diretores da CEEE estiveram junto aos trabalhadores para apresentar a “difícil situação financeira da empresa” e falar um pouco sobre as suas ideias para a nova gestão. De acordo com os dados apresentados, a CEEE-D teria encerrado o ano de 2014 com um déficit de R$ 445,3 milhões, sendo que a previsão para 2015 é que esse déficit ultrapasse os R$ 600 milhões. Além desses números, os diretores também apresentaram um ranking da ANEEL, em que a CEEE aparece entre as piores concessionárias de energia do país. 

Não é a primeira vez que ouvimos esse discurso de terra arrasada vindo dos gestores da CEEE, ainda mais quando se aproxima o acordo coletivo de trabalho. Ano passado e nos anos anteriores foi a mesma história, e assim nos tiraram o PPR em dinheiro, congelaram o nosso PCS, nos retiraram direitos e achataram o nosso salário. 

Enquanto isso, o que vemos na nossa empresa é um show de desperdício do dinheiro público. Negociações mal feitas, falta de planejamento, chefias em excesso, procedimentos ineficientes e ações que geram multas milionárias fazem parte do cotidiano da CEEE, e quem acaba pagando a conta é sempre o trabalhador. 

Nosso sindicato, que deveria defender intransigentemente nossos interesses, passa pela maior crise da sua história, com mais de R$ 30 milhões de dívidas, contas bancárias e bens bloqueados pela justiça e uma crise de legitimidade enorme perante a base. Ano passado, por erros de condução do sindicato, quase tivemos nossa greve decretada ilegal. Esse ano, pressionado pela base, realizaram uma paralisação no pátio do CAENMF e aprovaram a construção de uma Comissão de Mobilização, que conta com a participação de membros da Oposição Eletricitária, do teleatendimento e de diretores de base do Senergisul, o que consideramos um avanço frente ao distanciamento que o Senergisul manteve da base durante os últimos anos. 

Nossa categoria não pode continuar aceitando calada essa situação.

Por isso conclamamos a todos os eletricitários a se unirem em defesa dos nossos interesses e da recuperação do nosso salário. 

Não aceitamos mais que a conta da crise financeira da CEEE seja jogada pra cima dos trabalhadores, por isso exigimos como pautas mínimas da categoria:

- RECOMPOSIÇÃO SALARIAL PELO INPC DO PERÍODO (7,67%) MAIS 3% DE AUMENTO REAL, COM REFLEXO NAS DEMAIS CLÁUSULAS ECONÔMICAS; 

- RECOMPOSIÇÃO DO REEMBOLSO DO PLANO DE SAÚDE NO MESMO PERCENTUAL DO REAJUSTE COBRADO PELA UNIMED (22,5%);

- PPR INTEGRAL, COM OPÇÃO DE RECEBIMENTO 100% EM PECÚNIA;

- REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO SEM REDUÇÃO DE SALÁRIOS: 40 HORAS JÁ!

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