quarta-feira, 9 de setembro de 2015

TCU autoriza prorrogação de contratos de distribuidoras de energia

Corte entendeu que medida assegura continuidade da prestação do serviço.
Modelo de renovações havia sido questionado pelo tribunal em junho.



Débora Cruz
Do G1, em Brasília

O Tribunal de Contas da União (TCU) liberou nesta quarta-feira (9) a renovação dos contratos das distribuidoras de energia cujos contratos vencem a partir de 2015. As prorrogações, por até 30 anos, haviam sido autorizadas em junho em decreto assinado pela presidente Dilma Rousseff, mas foram alvo de questionamento do tribunal.   

Ao todo, 42 contratos de concessão vencem entre 2015 e 2017 e são alvo da medida. Dessas, segundo o TCU, 38 já venceram.O texto do decreto determina que, em contrapartida à prorrogação dos contratos, as empresas terão que melhorar a qualidade do serviço prestado aos consumidores.

Em um primeiro momento, a área técnica da corte entendeu que a simples renovação ia contra o artigo 175 da Constituição Federal, que exige licitação para a concessão e prestação desse tipo de serviço.

O relator do processo, ministro José Múcio Monteiro, no entanto, concluiu que a prorrogação se justifica por assegurar a continuidade da prestação do serviço no país. Segundo ele, metade dos consumidores brasileiros correria o risco de ter a oferta do serviço ameaçado caso as renovações não fossem autorizadas. 

Além disso, Monteiro considerou que haveria riscos para a realização de licitação em um cenário econômico desaquecido.

“Não há crédito, o mercado está péssimo para investir. (...) De maneira que nós achamos que o que nós colocávamos menos em risco o consumidor brasileiro era a gente dar ao ministério o direito de prorrogar as concessões”, explicou.

Punições
Com a decisão desta quarta-feira, se a distribuidora não cumprir as exigências de qualidade do serviço prestado ou investimentos por dois anos consecutivos ou em períodos alternados num prazo de cinco anos, ela perderá o direto de concessão. O TCU irá fiscalizar o cumprimento das obrigações.
O tribunal definiu ainda que o Ministério de Minas e Energia terá até 30 de janeiro de 2017 para estabelecer as regras do processo de concessão das distribuidoras cujos contratos começam a vencer em 30 de janeiro de 2020, a fim de dar “transparência e previsibilidade” ao processo.

Prorrogações
De acordo com o decreto assinado em junho pela presidente Dilma Rousseff, as distribuidoras que aceitarem as condições impostas e assinarem a renovação terão prazo de cinco anos para cumprir as exigências, que passam por maior eficiência na gestão da concessionária e racionalidade na operação. Além de mais qualidade, o governo espera que isso leve à modicidade tarifária, ou seja, barateamento das tarifas.

Nesse prazo de cinco anos, as distribuidoras terão metas anuais a perseguir. A melhora no serviço será avaliada por meio de indicadores de frequência e de duração média das quedas de energia (apaguinhos) na área de cada concessão.

Para garantir que essas empresas cumpram as metas, o contrato de renovação vai prever a obrigação de aporte de capital, ou seja, de investimento, por parte dos controladores de cada concessionária. Além disso, vai estabelecer “mecanismos” para maior eficiência na entrega da energia aos clientes (casas, comércio), por meio de “modernização das instalações.”

Ao contrário do que acontece atualmente, os investimentos feitos pelas distribuidoras como condição para renovação das concessões não poderão ser compensados na tarifa. Isso quer dizer que não vai haver impacto na conta de luz.

No caso de descumprimento das metas anuais, o decreto estabelece que serão exigidos das distribuidoras novos investimentos. Diferente do que foi derminado pelo TCU, o texto previa que aquelas que não atingissem as metas por dois anos seguidos, ou que não conseguissem cumprir as determinações ao final dos cinco anos, estariam sujeitas à extinção da concessão.

Os detalhes das metas a serem cumpridas e dos valores dos investimentos, para cada empresa, vão constar dos contratos de renovação, que vão ser redigidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Frente em Defesa do Patrimônio do Povo Gaúcho será lançada nesta sexta Frente em Defesa do Patrimônio do Povo Gaúcho será lançada nesta sexta



A Frente em Defesa do Patrimônio do Povo Gaúcho, integrada pela CUT-RS, SindBancários, Fetrafi-RS, Sindiágua, Senergisul, Sintec-RS e Aapergs, será lançada nesta sexta-feira, dia 11, às 12h, em frente ao edifício-sede do Banrisul, onde também funciona a administração da Corsan, no centro de Porto Alegre. A data marca o aniversário de 87 anos do banco público dos gaúchos e das gaúchas.
Haverá manifestações das entidades sindicais, a tradicional distribuição de fatias do bolo e o abraço simbólico ao prédio, simbolizando a união e o compromisso dos funcionários e da população com a defesa do patrimônio público.
Também será apresentada a campanha de mídia “Não deixe privatizar o que é teu – Nosso patrimônio não é mercadoria”. As entidades soltarão ainda centenas de balões com as cores da bandeira do Rio Grande do Sul, chamando a sociedade a participar da luta contra qualquer tentativa de venda das empresas públicas.
Banrisul 87 anos
“O objetivo da mobilização é preservar o patrimônio construído pelo povo gaúcho ao longo da sua história e que hoje se encontra ameaçado pelo governo Sartori”, afirma o coordenador da CUT Metropolitana de Porto Alegre, Carlos Pauletto.
“São empresas que desempenham importante função social. Não visam somente o lucro, mas, sobretudo, a prestação de serviços para atender a todos os segmentos da sociedade”, destaca.
Segundo Pauletto, “esse patrimônio público (Banrisul, Corsan e CEEE, que são as mais rentáveis) têm dono e não são de um governante, mas sim do povo gaúcho”.

Fonte: CUT-RS

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Trabalhadores se unem em defesa do serviço público

Trabalhadores da CEEE, Corsan, Brigada Militar, Bombeiros, Polícia Civil, Susepe, professores, portuários e técnicos científicos deram um grande exemplo de unidade hoje à tarde, no Parque do Trabalhador, em Rio Grande. À partir das 17h cerca de 300 trabalhadores se uniram em um protesto contra o parcelamento dos salários dos servidores estaduais e contra a privatização das empresas estatais. 

Com esse ato a categoria eletricitária mostra que está disposta a lutar junto com as demais categorias pela CEEE pública e contra o desmonte do serviço público promovido pelo Governo de José Ivo.

Enquanto aperta o cinto e ameaça os trabalhadores, o governador recusa-se a enviar à Assembléia um projeto que permitiria aumentar a utilização dos depósitos judiciais pelo Governo do Estado, o que liberaria mais de R$ 1 bi ao caixa único, permitindo o pagamento dos salários em dia até o final do ano. Também recusa-se a aumentar a arrecadação através da combate à sonegação fiscal (que deixa de colocar cerca de R$ 7,03 bi ao ano) e da revisão das isenções fiscais. Além de mostra-se incapaz de apresentar alguma proposta de estímulo aos pequenos empresários ou à agricultura familiar, nem políticas públicas que possam gerar crescimento e desenvolvimento ao estado. 

Com isso, o gringo que se elegeu sem propostas e com base num discurso vazio e dissimulado vai arquitetando intencionalmente uma crise institucional no Rio Grande do Sul, para depois apresentar a sua receita de grandes "soluções", como a diminuição da máquina pública, privatização e enxugamento das empresas estatais, etc. Receita já vista em 1995, e que já se demonstrou derrotada pela própria população gaúcha. 

Eletricitários, sigamos o exemplo dos colegas de Rio Grande e engajemo-nos na luta pela defesa dos nossos empregos, do serviço e dos servidores públicos. Só a luta muda a vida!





quinta-feira, 27 de agosto de 2015

FRAUDE (ROUBO) NA CEEE NO "GOVERNO" SIMON...




A fraude (roubo) ocorreu em dois contratos para construção de 11

subestações de transmissão de energia, obra estimada em 150 milhões de
dólares, assinadas no "governo" Pedro Simon (PMDB), em 1987.

Em dezembro de 1994, toda a papelada comprovando o roubo foi mando
para a Contadoria e Auditoria Geral do Estado (a famoso CAGE) e para o
Ministério Público Estadual. Dali nasceu uma CPI...

A CPI durou um ano e e meio, produziu 350 quilos de papel. Foi a
primeira CPI do país a apontar os corruptos e também os corruptores.
Foram indiciados 23 funcionários e 11 empresas que integrava os dois
consórcios vencedores da licitação.

No "governo" Pedro Simon, Germano Rigotto era o líder do PMDB na
Assembleia. Sua atuação na campanha foi decisiva para a vitória de
Simon. Ele colocou seu irmão Lindomar (já falecido) num cargo que nem
existia na CEEE, o de "assistente da diretoria financeira". Quem
contou isso na CPI foi o próprio secretário de Minas e Energia do
Simon, Alcides Saldanha (já falecido) . Foi neste posto, criado sob
medida, que Lindomar Vargas Rigotto armou o esquema das licitações
fraudadas.

O processo já completou 20 anos, já tem mais de uma centena de
volumes. E o pior: a maior fraude da história gaúcha corre em segredo
de justiça. E ninguém sabe porque. Quem tem medo que isso venha a
público? O que o povo do Rio Grande não pode saber sobre a fraude da
CEEE???

Em valores atualizados pela Justiça, o roubo representa em valores
atualizados pela Justiça, algo em torno de R$ 800 milhões . O
principal personagem da fraude, segundo a investigação do Ministério
Público Estadual e o relatório da CPI criada na Assembleia gaúcha, era
Lindomar Vargas Peixoto (já falecido), irmão do ex-governador Germano
Rigotto...

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

A Iminente Privatização da CEEE

Augusto Von Muhlen

O atual governo pretende privatizar a CEEE. A notícia está estampada nos principais jornais do estado, onde políticos e seus representantes afirmam que o assunto está na pauta e fará parte do pacote em 2016. No dia 03 de julho o Jornal Correio do Povo publicava matérias sobre a concessão da distribuidora e o indicativo de venda da empresa.

 
O próprio PDT, sabendo da gravidade do assunto, se manifestou contra.


O Jornal Correio do Povo publica, no dia 04 de julho, novas notícias sobre o tema, apontando as duas teses do governo.  


Nova manifestação do PDT. Ou seja, o assunto é verídico e a intenção é, realmente, de se desfazer da Companhia, tanto da CEEE-D como da CEEE-GT. 


No dia 26 de julho, novas notícias são publicadas sobre a CEEE e o interesse privado para compra. O assunto é tratado com toda a discrição para evitar manifestações e pressão contra o governo do estado e sua base na Assembléia Legislativa.  



A mais recente notícia realça a verdade por detrás dos panos: a venda da CEEE está, sim, na pauta do Piratini, que iniciará as tratativas para “liquidação” em 2016.  


O Jornal O Sul publica uma nota sobre o estudo de avaliação do preço da CEEE.


Portanto, não há mais o que esconder. O Projeto será encaminhado à AL em 2016! Cabe aos funcionários, através de uma mobilização em massa, pressionar o governo e os deputados na tentativa de reverter a situação! Os responsáveis devem ficar cientes de que ficarão marcados pelo resto de suas vidas como PRIVATISTAS e destruidores do Patrimônio Público, caso se confirme a venda da Estatal.

Curiosidades: 

Notícias sobre a entrega de parte da CEEE à iniciativa privada em 1997. Está na programação de “Vale a Pena Ver de Novo” do governo!! Será que vale?? 





quinta-feira, 13 de agosto de 2015